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Sistema de abertura de chamados: 12 critérios para escolher sem se arrepender

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Um sistema de abertura de chamados é a ferramenta que centraliza os pedidos de suporte de TI num canal único, com registro, prioridade, prazo e responsável definidos. Escolher mal custa caro: a maior parte das trocas acontece por falta de visibilidade de SLA e por excesso de triagem manual, não por falta de recurso.

Neste guia, você vai ver o que muda quando o chamado deixa de entrar por e-mail, os 12 critérios que realmente separam uma boa ferramenta de uma ferramenta que só parece boa na apresentação, três erros que costumam aparecer depois da contratação e os sinais de que a sua operação já precisa de um sistema de chamados.

O que muda quando o chamado deixa de entrar por e-mail

Na maioria das equipes de TI, o suporte começa do mesmo jeito: o pedido chega por e-mail, por WhatsApp ou por um aviso no corredor. Funciona enquanto o volume é baixo. O problema aparece quando duas pessoas respondem ao mesmo pedido, quando ninguém sabe quem ficou com o quê ou quando a diretoria pergunta quantos chamados foram atendidos no prazo e a resposta é “mais ou menos”.

Com um sistema de abertura de chamados, cada solicitação ganha um registro único, uma prioridade, um responsável e um prazo. A triagem deixa de depender da memória de quem está de plantão, o usuário acompanha o andamento sem precisar perguntar e a equipe passa a ter dados para decidir: onde estão os gargalos, quais pedidos se repetem e quais serviços geram mais incidentes.

Essa mudança não exige uma estrutura grande. Exige separar o que é incidente (algo que parou de funcionar) do que é requisição (algo que o usuário precisa) e definir, para cada tipo, quanto tempo a equipe tem para responder e para resolver. É o ponto de partida de qualquer prática de gestão de serviços de TI alinhada ao ITIL 4.

Os 12 critérios de avaliação

A tabela abaixo é pensada para ser usada durante a demonstração. Em vez de assistir à apresentação do fornecedor, leve os critérios, peça para ver cada um funcionando e anote o resultado.

Como usar a tabela para conduzir a demonstração do sistema de abertura de chamados

Para cada linha, peça ao fornecedor que mostre o recurso funcionando com um caso real da sua operação, e não com dados de exemplo. Se o recurso depender de configuração por consultoria ou de um módulo à parte, anote isso: é custo e prazo que não aparecem na proposta inicial.

#CritérioPor que importaComo verificar na demonstração
1Canais de entradaSe o usuário não tem um caminho fácil, continua pedindo por e-mail ou mensagem e o sistema vira repertório vazio.Abra um chamado por e-mail, pelo portal e por outro canal e confira se os três caem na mesma fila, já com os campos preenchidos.
2Classificação e prioridadeSem categoria e prioridade padronizadas não há relatório confiável nem SLA diferenciado.Peça para criar categorias e uma matriz de impacto e urgência sem ajuda do fornecedor.
3SLA configurável com alertasO prazo precisa ser visível antes de estourar, não depois.Configure dois SLAs diferentes e simule um chamado perto do vencimento para ver o alerta.
4Filas e atribuição automáticaA triagem manual consome o tempo de quem deveria resolver.Crie uma regra que direcione o chamado para a fila certa conforme categoria ou solicitante.
5Incidente, requisição, problema e mudançaTratar tudo como “chamado” impede de atacar a causa dos incidentes repetidos.Mostre como um incidente recorrente é ligado a um problema e como uma mudança passa por aprovação.
6Base de conhecimento e autoatendimentoCada artigo bem escrito evita uma fila de chamados repetidos.Publique um artigo e veja se ele aparece sugerido para o usuário ao abrir um chamado.
7Automação de fluxosAprovações, notificações e encerramentos manuais são fonte constante de atraso.Monte um fluxo de aprovação de acesso com dois níveis e teste do início ao fim.
8Relatórios e indicadoresO que não é medido não chega à diretoria como decisão.Peça o relatório de SLA por serviço e por equipe e confira se dá para filtrar e exportar sem ajuda externa.
9Integração com ativos e outras ferramentasSaber qual equipamento ou serviço está envolvido acelera o diagnóstico.Vincule um chamado a um ativo e verifique as integrações com diretório de usuários, e-mail e API.
10Perfis, permissões e trilha de auditoriaQuem vê e altera o quê importa para segurança e para auditorias.Crie três perfis diferentes e confira o histórico de alterações de um chamado.
11Experiência do usuário e idiomaSe o portal for confuso, a adesão cai e a equipe volta ao e-mail.Peça para um usuário de fora da TI abrir um chamado sozinho, em português, pelo celular.
12Implantação, suporte e custo totalO preço da licença é só parte do custo: contam a implantação, o treinamento e o suporte local.Peça um cronograma por etapas, o modelo de licenciamento por usuário ou agente e o que está incluído no suporte.

Três erros que só aparecem depois da contratação

1. Escolher pela lista de recursos e não pelo processo. Duas ferramentas com a mesma lista de funcionalidades podem ser muito diferentes na hora de configurar um SLA ou um fluxo de aprovação. Se o fornecedor só mostra o recurso pronto e não mostra como ele é configurado, a configuração ficará sempre na mão dele.

2. Não testar a visibilidade de SLA. É o principal motivo de troca de ferramenta. A equipe contrata, dá certo nos primeiros meses e depois percebe que não consegue responder, com dados, se está cumprindo os prazos. Antes de fechar, peça o relatório de SLA que você vai precisar apresentar à diretoria.

3. Querer implantar tudo de uma vez. Migrar todos os serviços, filas e fluxos no primeiro dia é receita para resistência da equipe e dos usuários. O caminho que costuma funcionar é começar por uma fila e um SLA, ganhar confiança e ampliar depois. Esse mesmo ritmo vale para a escolha da plataforma de service desk: prefira a que permite crescer por etapas sem trocar de ferramenta.

Como saber se a sua operação já precisa de um

Não existe um número mágico de usuários ou de chamados por mês. O sinal não é o tamanho da equipe, é a perda de rastreabilidade. Se várias das situações abaixo fazem parte do seu dia a dia, o sistema de chamados deixou de ser opcional:

  • Pedidos chegam por e-mail, WhatsApp e conversas de corredor, e ninguém tem a lista completa do que está em aberto.
  • Não há prazo combinado por tipo de pedido, então cada cobrança vira uma negociação.
  • Os mesmos problemas voltam todo mês e ninguém investiga a causa.
  • A diretoria pergunta sobre desempenho do suporte e a resposta depende de planilhas montadas à mão.
  • Quando alguém sai de férias, o conhecimento sobre os pedidos em andamento sai junto.

Se esse é o seu caso, o próximo passo é definir os requisitos mínimos usando a tabela dos 12 critérios e pedir demonstrações com cenários reais. Para organizações que precisam seguir a norma ISO/IEC 20000-1 de gestão de serviços de TI, vale conferir também se a ferramenta suporta catálogo de serviços, SLAs formalizados e indicadores mensuráveis. O OTRS é uma das plataformas utilizadas para implementar um service desk alinhado ao ITIL, e a Aufiero Informática pode acompanhar a avaliação e a implantação.

Para saber em que ponto a sua operação está, baixe o Checklist de Maturidade de Service Desk e compare com os critérios acima.

Perguntas frequentes sobre sistema de abertura de chamados

O que é um sistema de abertura de chamados?

É a ferramenta que centraliza os pedidos de suporte num canal único, com registro, prioridade, prazo e responsável.

Qual a diferença entre sistema de chamados e service desk?

O sistema é a ferramenta; o service desk é a operação inteira, com processo, papéis e indicadores.

Preciso de um se a equipe é pequena?

Abaixo de cinco pessoas atendendo normalmente não se justifica. O sinal não é o tamanho da equipe, é a perda de rastreabilidade.

Dá para começar sem mudar todo o processo?

Sim. O caminho comum é começar por uma fila e um SLA, e ampliar depois.

Quanto tempo leva para implantar?

Depende do número de filas e integrações. Uma operação com uma fila e SLA simples costuma entrar em semanas.

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